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A Juventus constrói um estádio de 41mil lugares por apenas R$318 milhões

juventusA equipe italiana construiu um estádio que conta com 4.000 vagas de estacionamento, 3600 assentos vips

Bom, bonito e barato. O chavão é batido, mas acaba sendo inevitável para definir o JuventusStadium, nova casa da Velha Senhora e, incrivelmente, único estádio de posse de um clube na Série A do Campeonato Italiano. Os adjetivos se justificam. Bom por ser um legítimo caldeirão: desde a inauguração, em setembro de 2011, os donos perderam apenas uma partida, há duas semanas, para o Inter de Milão, e conquistaram o scudetto de forma invicta na temporada passada. Bonito pelo formato simples, moderno e ecologicamente correto. Barato por ter custado “apenas” cerca de R$ 318,5 milhões, valor que o colocaria como segunda arena mais barata na Copa de 2014, mesmo sendo construída do zero.

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Palco do confronto com o Chelsea, nesta terça-feira, às 17h45m (de Brasília), pela quinta rodada do Grupo E, e que pode definir o futuro do Juve na Liga dos Campeões da Europa, o estádio conta ainda com outros fatores que comprovam o sucesso e modernidade do projeto. A começar pelo nome, que, apesar de parecer banal, é apenas temporário. O clube vendeu seus direitos, ainda no início das obras, para uma empresa de marketing esportivo. O local suporta ainda um shopping center e um amplo estacionamento, além de loja e museu do maior campeão italiano de todos os tempos.

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Os scudettos, por sinal, foram responsáveis pelas primeiras mudanças na nova casa do Juventus. Com a conquista do 30º título nacional em maio deste ano, uma nova estrela teve que ser pintada nas arquibancadas, assim como mudanças onde estivesse estampado o distintivo do clube mais popular da Itália. No país, as estrelas são bordadas a cada dez conquistas da Série A – apenas Inter e Milan, com 18 cada, também possuem tal honraria.

O custo dos estádios da Copa de 2014
Rio de Janeiro
R$ 859,9 milhões
São Paulo
R$ 820 milhões
Brasília
R$ 812,2 milhões
Belo Horizonte
R$ 695 milhões
Salvador
R$ 591,7 milhões
Manaus
R$ 532,2 milhões
Cuiabá
R$ 518,9 milhões
Fortaleza
R$ 518,6 milhões
Recife
R$ 500,2 milhões
Natal
R$ 417 milhões
Porto Alegre
R$ 330 milhões
Curitiba
R$ 183 milhões

Com 41 mil assentos, o Juventus Stadium foi construído basicamente para acabar com a insatisfação dos milhões de torcedores que nunca viram com bons olhos a mudança do antigo Estádio Comunale para o Delle Alpi, construído para Copa de 90. Apesar da maior capacidade – 67 mil – a distância provocada pela pista de atletismo nunca foi aceita e a média de público caiu drasticamente. Até que em 2006, três anos após comprar o local da prefeitura, a Velha Senhora revelou os planos para construção de uma nova casa. Mais um triênio se passou, e o palco da eliminação do Brasil no Mundial da Itália foi demolido para que as obras se iniciassem em seguida.

Pouco mais de dois anos foram suficientes para que o clube inaugurasse, em 8 de setembro de 2011, um lar que, de cara, cativou seu torcedor. Logo na estreia, em amistoso contra os ingleses do Notts County, time mais velho do mundo, os “tifosi” tiveram a certeza de que o problema estava resolvido: a fileira mais próxima do gramado estava a apenas 7,5 metros da linha de fundo, enquanto a mais distante a “só” 49 metros. A união entre time e torcida proporcionou uma temporada de estreia perfeita, com uma invencibilidade que durou até o 3 a 1 para Inter de Milão, no último dia 3.

Construído para os fãs, o estádio é também uma verdadeira ode à história do clube. Por onde quer que se passe, imagens de conquistas e nomes importantes estão espalhadas, desde painéis nas divisórias de níveis de arquibancadas até corredores mais simples. Entre as figuras de destaque, estão a dupla de franceses Michel Platini e Zinedine Zidane, o italiano Roberto Baggio, e, principalmente, Alessandro Del Piero. Jogador que mais vezes vestiu a camisa preta e branca – 705 vezes -, o atacante deixou o clube há quatro meses, após 19 temporadas, rumo ao futebol australiano.

Juventus arquivo jogo Mundial campeão (Foto: Cahê Mota / Globoesporte.com)Vitória sobre o River Plate é destacada no museu
do clube (Foto: Cahê Mota / Globoesporte.com)

As homenagens aos ídolos, entretanto, quase que em sua totalidade remetem o torcedor a conquistas. A maioria das imagens é atrelada a troféus, com destaque, inclusive, para os dois títulos intercontinentais, devidamente chamados de Mundial de Clubes. A atitude rebate a máxima de que europeus não dão importância para competição, principalmente na época em que era disputada em jogo único contra sul-americanos, como em 1985 e 1996, quando a Velha Senhora foi campeã.

Museu destaca títulos mundiais, bolas de ouro e ‘Tragédia de Heysel’

O bimundial ocupa lugar de destaque no também aconchegante museu do clube. Com tour que dura em média 40 minutos e custa cerca de R$ 27, o local segue a linha simples e moderna do estádio. Sem extravagâncias, conta com uma sala onde está exposta a maioria dos muitos troféus conquistados em 115 anos de história, exibidos em flashes de luz de acordo com as imagens referentes em um telão.

Adiante, totens contam de forma objetiva a história da Velha Senhora desde a fundação, em 1º de novembro de 1897, até os dias atuais. Vale ressaltar, porém, que o destaque para inúmeras conquistas é inversamente proporcionalmente aos casos de manipulação de resultados que causaram o rebaixamento do clube, em 2006 – totalmente ignorados. Um ponto triste que não foi esquecido é a “Tragédia de Heysel”, ocorrida em 1985, em Bruxelas, na Bélgica. Um memorial leva o nome dos 38 torcedores mortos em confusão na decisão da Liga dos Campeões, vencida por 1 a 0, sobre o Liverpool.

Fonte: Globo Esporte
http://globoesporte.globo.com/futebol/liga-dos-campeoes/noticia/2012/11/simples-barato-e-eficiente-estadio-do-juventus-tem-sucesso-imediato.html

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