Receita de times brasileiros avança em 2012

Corinthians, São Paulo e Flamengo aumentaram suas receitas na temporada 2011/2012 e estão entre os 50 clubes do mundo com maior arrecadação, segundo estudo da consultoria Deloitte.

O Corinthians aparece, pela primeira vez, entre os 40 primeiros e é o não europeu mais bem colocado, com uma receita de 94,1 milhões de euros gerada em 2011 (excluindo as transferências de jogadores).

O São Paulo, com receita de 82,5 milhões de euros, e o Flamengo, com 73,9 milhões de euros, completam o ranking.

Corinthians e São Paulo já figuravam entre os 50 primeiros, com receita entre 70 milhões de euros e 80 milhões de euros na temporada 2010/2011, segundo a consultoria. O Flamengo está na lista das maiores arrecadações pela primeira vez.

“Existe uma potencialização do mercado brasileiro com gastos de patrocínio, além da profissionalização na administração de alguns clubes”, diz John Auton, sócio-líder de negócios esportivos da Deloitte no Brasil.

Os 20 primeiros clubes do atual ranking somaram 4,8 bilhões de euros, um crescimento de aproximadamente 10% sobre o ano anterior.

Pela oitava vez seguida, a liderança foi do Real Madrid, com arrecadação de 512,6 milhões de euros, seguido pelo rival Barcelona (483 milhões de euros).

Manchester United, com 395,9 milhões de euros, Bayern Munich, com 368,4 milhões de euros, e Chelsea, com 322,6 milhões de euros, fecham as cinco posições dos clubes que mais arrecadaram com suas marcas na temporada passada.

Editoria de Arte/Editoria de Arte/Folhapress

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Pacote de más notícias

A Petrobras resolveu dar de uma vez só as duas más notícias que tem para o mercado sobre o desempenho da empresa em 2012, e pela primeira vez vai divulgar a produção junto com o balanço anual da companhia.

Além de um lucro menor em relação a 2011 em pelo menos 20%, segundo consenso de analistas no próprio site da empresa, mas que pode ser ainda pior, segundo outros analistas, que esperam queda pela metade do lucro de R$ 33 bilhões de 2011, a estatal teve uma produção quase 1% menor em 2012, a primeira queda contra o ano anterior em oito anos.

No front positivo, a companhia vai mostrar que em dezembro a produção se recuperou, voltando ao patamar de 2 milhões de barris diários perdido em março do ano passado.

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Cimento em Davos

Vitor Hallack, presidente do grupo Camargo Corrêa, comentava ontem, em Da­vos, a validação da compra da produtora de cimento Cimpor pelo Cade.

“Na primeira reunião ple­nária do ano, o Cade reco­nheceu a agilidade da Inter­Cement [holding que integra os ativos de cimento do grupo] em cumprir todos os compromissos assumidos de quando da aprovação pelo órgão antitruste da aquisi­ção da Cimpor”, afirmou o executivo.

“Essa valida­ção é fundamental para permitir a fusão e capturar as grandes sinergias da com­pra”, comemorou. O primeiro lance da aquisição foi há três anos, acrescentou.

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Mestre corporativo

A Vale abrirá neste ano sua primeira turma de mestrado profissional.

O curso, sobre uso sustentável de recursos minerais, será ministrado no ITV (Instituto Tecnológico da Vale), em Belém.

A empresa pretende criar mais dois mestrados nos próximos três anos –o segundo de Belém e o primeiro de Outro Preto (MG), onde também existe uma unidade do ITV.

“Há algum tempo, decidimos montar um centro de pesquisas. Agora estamos trabalhando para consolidá-lo”, diz o diretor-presidente do instituto, Luiz Mello.

Com o curso, a Vale quer melhorar a qualificação do seu quadro de funcionários, gerar inovação e enriquecer a oferta de mão de obra na região, de acordo com o coordenador do mestrado, Roberto Dall’Agnol.

“A companhia tem uma demanda muito grande por profissionais nessa área de recursos minerais”, afirma o professor.

“Mas precisa que eles [os funcionários] vejam os projetos de mineração interdisciplinarmente, considerando os desdobramentos sociais e ambientais.”

O mestrado, que já foi aprovado pelo Ministério da Educação, oferecerá 20 vagas (dez para funcionários da companhia).

O ITV contratou 28 pesquisadores para trabalharem no projeto.

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Estimação

Com investimentos de aproximadamente R$ 15 milhões para este ano, o Pet Center Marginal, rede do mercado de animais de estimação, abrirá sete novas lojas.

Uma delas, cujo contrato acaba de ser assinado, será no Rio de Janeiro, próxima a Niterói.

Para São Paulo, também estão previstas unidades em São Caetano e Butantã.

Algumas das novas lojas ficarão anexas a grandes supermercados para aproveitar o fluxo de consumidores, segundo Hélio Freddi Filho, diretor da empresa.

“Já estamos procurando mais pontos no Rio”, afirma.

Após a abertura de um centro de distribuição no ano passado, a companhia, que está concentrada no Estado de São Paulo, “ganhou musculatura para se expandir para outros Estados”, de acordo com Filho.

A empresa tem estudos avançados para começar a desenvolver um modelo de franquias que daria suporte à expansão pelo país.

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Freio no consumo

São Paulo, tanto a capital quanto o interior do Estado, apresenta queda no consumo de produtos em supermercados, farmácias, padarias e bares entre janeiro e outubro de 2012 em comparação com o mesmo período de 2011.

É o que mostra uma pesquisa da empresa de informações Nielsen, realizada em todo o Brasil com amostras de 133 categorias de produtos.

Grande São Paulo (-1,5%) e interior do Estado (-4,1%) foram os únicos locais onde houve queda no consumo. Grande Rio (3%) e região Sul (2,9%) tiveram maiores altas.

No geral, as vendas se desaceleraram no país em 2012, alta de 0,4%, menor que o aumento de 1,8% registrado de janeiro a outubro de 2011.

A maior expansão foi verificada nos produtos do grupo higiene, saúde e beleza, com crescimento de 2,5% no volume consumido.

A categoria com pior resultado foi a de produtos perecíveis: queda de 0,8% em relação a 2011.

As variações por produto mostram que vinho (20,8%), suco de frutas (13,2%) e bronzeador (12,8%) foram os itens com maior elevação no consumo. Sabão em barra (-9,8%), inseticida (-8%) e farinha de trigo (-7%) tiveram as maiores quedas.

FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/mercadoaberto/1219514-receita-de-times-brasileiros-avanca-em-2012.shtml

Quadro geral das receitas de 2012

qua, 01/05/13

por Emerson Gonçalves |

Hoje é 1º de maio e ontem encerrou o prazo legal para publicação e postagem dos balanços nos sites dos clubes.  E os sites dos clubes são a minha fonte, o que explica algumas ausências. Para esquentar as turbinas ou tamborins ou simplesmente passar uma ideia geral de como estão os balanços de nossos  clubes, esse post mostra um quadro geral das receitas por eles auferidas. O ranking dos clubes se dá pela Receita Total, colocada na última coluna à direita.

Como de hábito faço há anos aqui no OCE, destaco as três principais receitas operacionais e seu total:

– Direitos de Transmissão – TV – que incluem, também celulares e internet;

– Marketing – MKT – que inclui, onde discriminado como parte do futebol, o licenciamento da marca e osroyalties por produtos oficiais vendidos;

– Bilheteria, Sócios-Torcedores e Estádio – Bilhet+ST+Est – novamente, onde há divisão e detalhamento para essas três receitas;

– Receita Operacional do Futebol – Receita Operac – a soma das três anteriores.

Na sequência vem a receita com a Transferência de Atletas, marcada como Direitos Federativos na tabela. Depois a soma das receitas de Outras Áreas, algumas até do futebol, somadas às receitas das áreas sociais e amadoras dos clubes.

O que é facilmente visível ao primeiro olhar é o valor e o peso dos Direitos de Transmissão, que cresceram muito em relação a 2011 e 2010, impulsionados pelos novos contratos e pelas luvas recebidas e contabilizadas.

De maneira geral, e isso ficará mais claro em outros posts, há um grande desequilíbrio em relação aos outros componentes do tripé das receitas operacionais do futebol: o marketing e, principalmente, a receita de jogos e sócios-torcedores. A rigor, e por enquanto, as únicas receitas de estádio que aparecem nos balanços e têm peso considerável, são as do Morumbi e Arena da Baixada.

O ideal a ser perseguido é um equilíbrio o mais homogêneo possivel entre as três grandes fontes de dinheiro, algo difícil até mesmo no futebol europeu, onde poucos clubes conseguem essa proeza de forma consistente, regular. Um ponto que compromete um pouco algumas análises é o fato do detalhamento dos balanços ser bem pobre, com poucas divisões de contas de receitas e despesas.

Os três maiores clubes em receitas são os mesmos dos últimos anos, com um relativo desgarramento do Corinthians. Nesse caso, é importante assinalar que o balanço foi bem engordado pelas luvas do novo contrato Nike. Se a transferência de Lucas para o PSG tivesse sido contabilizada em 2012, seria do São Paulo a pole position, com uma receita próxima ou já na casa dos 400 milhões de reais e dos 150 milhões de euros. A receita que vale, porém, é a operacional ou, em último caso, a receita tota do clube menos as transferências.

Dessa forma, a receita corintiana ficaria numa faixa de 120 milhões de euros e do São Paulo em 88 milhões de euros. Com isso, o Corinthians entra no Top 20 da temporada 2011/2012, em 18º lugar, e o São Paulo se aproxima, mas ainda não entra nos Top 30, cuja bandeirada foi de 95 milhões de euros na temporada 2011/2012.  Tomando por base a temporada em curso, porém, o mais provável é que o Corinthians fique fora dos Top 20 e o São Paulo mais distante dos Top 30.

Falaremos sobre tudo isso mais vezes nas próximas semanas.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/platb/olharcronicoesportivo/2013/05/01/quadro-geral-das-receitas-de-2012/comment-page-4/#comment-85503

O PIB do Esporte no Brasil

Apresentação de Estudo PLURI Consultoria: O PIB do Esporte no Brasil, Fernando Ferreira,Sócio da Pluri Consultoria. 

Baixe o PDF sobre PIB do Esporte

Ouça a entrevista: [soundcloud url=”http://api.soundcloud.com/tracks/60500871″ iframe=”true” /]

Estimativa BCB para o PIB Brasileiro 2012: R$4,1 trilhões (US$2,5 tri)

Qual o tamanho do esporte na economia brasileira?

Participação dos esportes no PIB Brasileiro: 1,6% = R$67 bilhões

Clubes e Entidades, Marketing, Mídia, Comércio, Vestuário, Artigos e equipamentos, eventos, serviços em geral, etc.
Impacto Relevante sobre setores importantes da economia, ex: alimentação, transporte e hotelaria.

Estimativa de Taxa de Crescimento últimos 5 anos 2007/2011

PIB do Brasil 4,2% a.a.

Setor de Esportes Brasil 7,1% a.a.

2016 – Esportes = 1,9% do Pib do Brasil

Estimativa de Crescimento 2012

Pib Brasil 1,5%

PIB Esportes Brasil 6,4%

Concluindo a economia brasileira anda a um ritmo europeu, Esporte anda a um ritmo chinês.

Peso do Esporte no PIB de outros paises

  • EUA 2,1% (US$427 Bi)
  • Alemanha 1,5% (+4,1% aa)
  • Inglaterra 1,8% (+4,1% aa- 1985-2008)
  • Austrália 2,3%
  • Nova Zelândia 2,8%

Participação do Futebol no PIB Esportivo

53% do total (0,8% PIB Brasil) = R$36 bilhões

Faturamento Clubes Brasil últimos 5 anos

  • 20 maiores 2,2 bilhões
  • crescimento de 79%
  • média ano 12,3%

Comparando Faturamentos em 2011

  • Clube de maior receita (Corinthians) R$290 milhões
  • Netshoes R$600 milhões
  • Grupo SBF (CENTAURO) r$1,7Bi

Faturamento estimado dos 40 clubes de maior faturamento (80% total) R$2,5 bilhões

=0,06 % Pib do Brasil
= 3,7% do Pib do Esporte
=6,9% do Pib do Futebol

Brasil 6a Economia do Mundo

Dos 5 países com PIB superior ao do Brasil, 3 possuem pouca tradição no futebol: EUA, China, Japão.

Porque nos contentar em sermos o 7o lugar em valor de mercado dos clubes, 6o em faturamento e 13o em público nos estádios?

Mensuração SócioEconômica e Financeira do Futebol Profissional Brasileiro feita pelo estado

Mensuração SócioEconômica e Financeira do Futebol Profissional Brasileiro feita pelo estado palestra de Ricardo Gomyde, Diretor do Departamento de Futebol Profissional.

 

Ouça a a palestra:

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As Receitas de Televisão dos Clubes Brasileiros 2012

As Receitas de Televisão dos Clubes Brasileiros 2012

O futebol brasileiro está mudando. E depressa. Os principais clubes dispõem de cada vez mais receitas para travar a emigração dos melhores jogadores para a Europa. Pegamos no exemplo das receitas com a venda dos direitos de televisão. Só este ano os 20 clubes do Brasileirão vão arrecadar mais de 450 milhões de euros com esta rubrica.

Flamengo e Corinthians são os clubes que mais vão faturar com as transmissões televisivas dos seus jogos em 2012: 85 milhões de reais (aproximadamente 37 milhões de euros). Os dois principais clubes do Rio de Janeiro e São Paulo têm as maiores ‘torcidas’ do Brasil e esse foi o principal critério para o escalonamento das receitas.

Esse número mais do que duplicou face ao ano passado. Em 2011, o Mengão e o Timão receberam pouco mais de 40 milhões de reais. Porém, não foram os únicos ‘times’ a verem os seus proveitos com aos direitos de tv subir para o dobro. São Paulo, Palmeiras, Vasco e Santos também: cada um deles vai receber 75 milhões de reais (33,2 milhões de euros). Assim como Fluminense, Cruzeiro, Atlético MG, Grémio, Internacional e Botafogo, que vai gerar 55 milhões de reais (24,35 milhões de euros) só com esta rubrica.

AS RECEITAS TV DOS CLUBES BRASILEIROS 2012

# Clube 2011 2012 2012
1 Flamengo 41.600.000R$ 84.000.000R$ 37.180.000€
Corinthians 40.500.000R$ 84.000.000R$ 37.180.000€
3 São Paulo 36.200.000R$ 75.000.000R$ 33.200.000€
Palmeiras 35.000.000R$ 75.000.000R$ 33.200.000€
Vasco 32.200.000R$ 75.000.000R$ 33.200.000€
Santos 24.700.000R$ 75.000.000R$ 33.200.000€
7 Fluminense 25.400.000R$ 55.000.000R$ 24.350.000€
Cruzeiro 25.000.000R$ 55.000.000R$ 24.350.000€
Atlético MG 24.900.000R$ 55.000.000R$ 24.350.000€
Grémio 24.500.000R$ 55.000.000R$ 24.350.000€
Internacional 24.000.000R$ 55.000.000R$ 24.350.000€
Botafogo 23.000.000R$ 55.000.000R$ 24.350.000€
13 Bahia 15.800.000R$ 29.000.000R$ 12.800.000€
Atlético PR 15.000.000R$ 29.000.000R$ 12.800.000€
Coritiba 15.000.000R$ 29.000.000R$ 12.800.000€
Portuguesa 15.000.000R$ 29.000.000R$ 12.800.000€
Sport 15.000.000R$ 29.000.000R$ 12.800.000€
Guarani 15.000.000R$ 29.000.000R$ 12.800.000€
Goiás 15.000.000R$ 29.000.000R$ 12.800.000€
Vitória 15.000.000R$ 29.000.000R$ 12.800.000€

Há ainda um quarto grupo composto por oito clubes que vão receber 29 milhões de reais. Ou 12,8 milhões de euros, semelhante ao que clubes de Portugal, por exemplo, Benfica, FC Porto e Sporting conseguem arrecadar por ano. São eles: Bahia, Atlético PR, Coritiba, Portuguesa, Sport, Guarani, Goiás e Vitória.

Se o retorno de algumas das maiores estrelas canarinhas do futebol brasileiro é algo que já vem acontecendo nos últimos anos, com este impulso financeiro nos cofres dos clubes a tendência deverá acentuar-se ainda mais.

Por outro lado, há ainda outra questão que poderá mudar o futebol europeu tal como o conhecemos actualmente. Praticamente qualquer equipa de topo no Velho Continente tem um jogador brasileiro nas suas fileiras. Ora, com o maior poder negocial, os ‘times’ terão também a possibilidade de fixar os maiores craques.

O Santos é um óptimo exemplo, uma vez que tem conseguido aguentar Neymar e Ganso face às investidas dos tubarões europeus, incluindo Real Madrid e Barcelona. O apelo financeiro da Europa está ficando para trás. Agora só mesmo o apelo da competição ao mais alto nível é que pode atrair as estrelas do país onde nasceram, entre outros, Pelé, Pelé, Garrincha, Romário e Ronaldo.

Fonte: www.globo.com