Receita de times brasileiros avança em 2012

Corinthians, São Paulo e Flamengo aumentaram suas receitas na temporada 2011/2012 e estão entre os 50 clubes do mundo com maior arrecadação, segundo estudo da consultoria Deloitte.

O Corinthians aparece, pela primeira vez, entre os 40 primeiros e é o não europeu mais bem colocado, com uma receita de 94,1 milhões de euros gerada em 2011 (excluindo as transferências de jogadores).

O São Paulo, com receita de 82,5 milhões de euros, e o Flamengo, com 73,9 milhões de euros, completam o ranking.

Corinthians e São Paulo já figuravam entre os 50 primeiros, com receita entre 70 milhões de euros e 80 milhões de euros na temporada 2010/2011, segundo a consultoria. O Flamengo está na lista das maiores arrecadações pela primeira vez.

“Existe uma potencialização do mercado brasileiro com gastos de patrocínio, além da profissionalização na administração de alguns clubes”, diz John Auton, sócio-líder de negócios esportivos da Deloitte no Brasil.

Os 20 primeiros clubes do atual ranking somaram 4,8 bilhões de euros, um crescimento de aproximadamente 10% sobre o ano anterior.

Pela oitava vez seguida, a liderança foi do Real Madrid, com arrecadação de 512,6 milhões de euros, seguido pelo rival Barcelona (483 milhões de euros).

Manchester United, com 395,9 milhões de euros, Bayern Munich, com 368,4 milhões de euros, e Chelsea, com 322,6 milhões de euros, fecham as cinco posições dos clubes que mais arrecadaram com suas marcas na temporada passada.

Editoria de Arte/Editoria de Arte/Folhapress

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Pacote de más notícias

A Petrobras resolveu dar de uma vez só as duas más notícias que tem para o mercado sobre o desempenho da empresa em 2012, e pela primeira vez vai divulgar a produção junto com o balanço anual da companhia.

Além de um lucro menor em relação a 2011 em pelo menos 20%, segundo consenso de analistas no próprio site da empresa, mas que pode ser ainda pior, segundo outros analistas, que esperam queda pela metade do lucro de R$ 33 bilhões de 2011, a estatal teve uma produção quase 1% menor em 2012, a primeira queda contra o ano anterior em oito anos.

No front positivo, a companhia vai mostrar que em dezembro a produção se recuperou, voltando ao patamar de 2 milhões de barris diários perdido em março do ano passado.

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Cimento em Davos

Vitor Hallack, presidente do grupo Camargo Corrêa, comentava ontem, em Da­vos, a validação da compra da produtora de cimento Cimpor pelo Cade.

“Na primeira reunião ple­nária do ano, o Cade reco­nheceu a agilidade da Inter­Cement [holding que integra os ativos de cimento do grupo] em cumprir todos os compromissos assumidos de quando da aprovação pelo órgão antitruste da aquisi­ção da Cimpor”, afirmou o executivo.

“Essa valida­ção é fundamental para permitir a fusão e capturar as grandes sinergias da com­pra”, comemorou. O primeiro lance da aquisição foi há três anos, acrescentou.

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Mestre corporativo

A Vale abrirá neste ano sua primeira turma de mestrado profissional.

O curso, sobre uso sustentável de recursos minerais, será ministrado no ITV (Instituto Tecnológico da Vale), em Belém.

A empresa pretende criar mais dois mestrados nos próximos três anos –o segundo de Belém e o primeiro de Outro Preto (MG), onde também existe uma unidade do ITV.

“Há algum tempo, decidimos montar um centro de pesquisas. Agora estamos trabalhando para consolidá-lo”, diz o diretor-presidente do instituto, Luiz Mello.

Com o curso, a Vale quer melhorar a qualificação do seu quadro de funcionários, gerar inovação e enriquecer a oferta de mão de obra na região, de acordo com o coordenador do mestrado, Roberto Dall’Agnol.

“A companhia tem uma demanda muito grande por profissionais nessa área de recursos minerais”, afirma o professor.

“Mas precisa que eles [os funcionários] vejam os projetos de mineração interdisciplinarmente, considerando os desdobramentos sociais e ambientais.”

O mestrado, que já foi aprovado pelo Ministério da Educação, oferecerá 20 vagas (dez para funcionários da companhia).

O ITV contratou 28 pesquisadores para trabalharem no projeto.

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Estimação

Com investimentos de aproximadamente R$ 15 milhões para este ano, o Pet Center Marginal, rede do mercado de animais de estimação, abrirá sete novas lojas.

Uma delas, cujo contrato acaba de ser assinado, será no Rio de Janeiro, próxima a Niterói.

Para São Paulo, também estão previstas unidades em São Caetano e Butantã.

Algumas das novas lojas ficarão anexas a grandes supermercados para aproveitar o fluxo de consumidores, segundo Hélio Freddi Filho, diretor da empresa.

“Já estamos procurando mais pontos no Rio”, afirma.

Após a abertura de um centro de distribuição no ano passado, a companhia, que está concentrada no Estado de São Paulo, “ganhou musculatura para se expandir para outros Estados”, de acordo com Filho.

A empresa tem estudos avançados para começar a desenvolver um modelo de franquias que daria suporte à expansão pelo país.

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Freio no consumo

São Paulo, tanto a capital quanto o interior do Estado, apresenta queda no consumo de produtos em supermercados, farmácias, padarias e bares entre janeiro e outubro de 2012 em comparação com o mesmo período de 2011.

É o que mostra uma pesquisa da empresa de informações Nielsen, realizada em todo o Brasil com amostras de 133 categorias de produtos.

Grande São Paulo (-1,5%) e interior do Estado (-4,1%) foram os únicos locais onde houve queda no consumo. Grande Rio (3%) e região Sul (2,9%) tiveram maiores altas.

No geral, as vendas se desaceleraram no país em 2012, alta de 0,4%, menor que o aumento de 1,8% registrado de janeiro a outubro de 2011.

A maior expansão foi verificada nos produtos do grupo higiene, saúde e beleza, com crescimento de 2,5% no volume consumido.

A categoria com pior resultado foi a de produtos perecíveis: queda de 0,8% em relação a 2011.

As variações por produto mostram que vinho (20,8%), suco de frutas (13,2%) e bronzeador (12,8%) foram os itens com maior elevação no consumo. Sabão em barra (-9,8%), inseticida (-8%) e farinha de trigo (-7%) tiveram as maiores quedas.

FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/mercadoaberto/1219514-receita-de-times-brasileiros-avanca-em-2012.shtml

A média de público e o tamanho das arenas.

 A Mania de Grandeza brasileira não deve se refletir nas arenas.

A Arenaplan divulgou nesta última semana um relatório (Novas Arenas dos Clubes após a copa)sobre as possíveis novas arenas que os clubes brasileiros podem construir. Este relatório comparou as médias de público de 10 clubes durante o período de 1971 a 2012. Se vocês observarem rapidamente pode parecer que o Flamengo, líder da pesquisa, e líder na média de público, com mais de 27 mil torcedores anuais poderia, pensar em ter uma grande arena própria. Porém a pesquisa também revelou a realidade. O próprio Flamengo teve uma enorme queda em sua média de público a partir da década de 90. Esta queda tem vários motivos, incluindo aumento da violência, falta de conforto e segurança, competição com outros meios de entretenimento entre muitos outros. Estes fatores também influenciaram outros clubes. E não será apenas com uma simples melhora no conforto nos estádios que vamos melhorar estes índices.

A Europa e EUA estão 20 anos adiantados em relação ao Brasil, em relação à relacionamento com o torcedor. Não é somente na tecnologia dentro dos estádios. Mas o tratamento do torcedor como cliente. Este tratamento começa por segmentar o público alvo, o torcedor, em vários perfis diferentes, indo do nível de renda aos perfis de consumo. O Manchester City dividiu seus torcedores em 38 perfis e trabalha fortemente cada um deles, oferecendo produtos e serviços fortemente aliados com seus gostos e renda.

Ao analisarmos os números de média de público fica claro que, o brasileiro só enche o estádio quando seu time está indo bem. E isso não vai acontecer sempre. O clube precisa entender que o estádio deve estar cheio mesmo o clube estando perto da zona de rebaixamento. Vejam que na Alemanha os estádios estão cheios na primeira e segunda divisão.

O Flamengo não pode mais depender de um time fantástico para obter novamente 37 mil de media de público (Média da década de 70 e 80). Da mesma maneira o Atlético-MG recuperar sua média da década de 70 de 26 mil torcedores por jogo. Estas médias não podem ser somente para um ano. O Flamengo obteve em 1980 a média recorde de 66 mil por jogo. O Atlético-MG obteve em 1977 de 55 mil pessoas. Isso talvez se repita no futuro. Mas o Brasil mudou drasticamente desde então. E o negócio do futebol também.

E por isso estes clubes devem pensar primeiro em recuperar 20 anos de atraso na gestão dos clientes, ou seja, dos torcedores. Quando estes clubes estiverem tendo, médias de público de cerca de 80% dos estádios em todos os jogos, eles poderão pensar em ampliar suasarenas ou até em construir novas arenas, fato muito comum nos EUA.

É por isso que o Flamengo não pode pensar em uma nova arena acima de 50 mil pessoas. O Atlético-MG em uma arena acima de 45 mil lugares. O custo de operação é altíssimo. Uma arena precisa ter no mínimo 50 a 100 profissionais, dependendo do tamanho, para manter tudo funcionando. Um estádio é como um shopping center. E da mesma maneira tem custos altíssimos para operar. Agora imagine que um estádio, além da operação, precisa realizar vários eventos para gerar renda. É por isso que o volume de profissionais tem que ser alto.

Por isso que o Santos, Goiás e Figueirense não deveriam pensar em arenas acima de 25 mil lugares. O Ceará fechou contrato com a Arena Castelão, mas de apenas 5 anos. Eles podem pensar em construir um estádio no mesmo tamanho. Já o Fluminense deve pensar no máximo em um estádio para 30 mil assentos. Mas não seria ruim pensar em uma arena de 25 mil lugares. Lembrem de como o Independência tem sido bom para o Atlético-MG, mesmo com apenas 25 mil lugares. A diferença está no volume de camarotes. É preciso ter muitos deles. É deles que saem a principal fonte de renda. E no Independência só tem 18 deles.

Precisamos colocar os pés no chão. O futebol brasileiro está muito atrasado. Precisamos começar a  trabalhar sério. A mania de grandeza brasileira não deve se refletir nas arenas. Vamos lotar primeiro as novas arenas que já foram construídas e que serão no futuro. Só assim poderemos pensar grande novamente.

Márdel Cardoso é diretor da Arenaplan Consultoria. Especializado em análise financeira de arenas e gerente de projetos de tecnologia. Bacharel em Ciência da Computação pela PUC-MG, MIT-Master Information Tecnology pela Fiap-SP, Especialista em Marketing Esportivo, professor em Gestão de Projetos PMI pela Uninove de São Paulo, autor de 2 livros.
Email: mardel@arenaplan.com.br
Twitter: @arenaplan
Facebook: http://www.facebook.com.br/arenaplanconsultoria

FONTE: ARENAPLAN
http://www.arenaplan.com.br/site/index.php/blog

 

Pesquisa Sobre os Novos Estádios do Brasil Após a Copa

Pesquisa Sobre os Novos Estádios do Brasil Após a Copa

Clube Capacidade
Sugerida
(Assentos)
Flamengo   50 mil
Atlético-MG 45 mil
Sport-PE  35 mil
Fluminense  30 mil
Ceará  25 mil
Santos  25 mil
Goiás  25 mil
Figueirense  25 mil
Reformar ou Construir ?
Vasco 30 mil

Este relatório tenta mostrar ao mercado uma visão do que poderá acontecer a curto, médio e longo prazo no Brasil. Nós tentamos criar um cenário positivo para alguns clubes de futebol profissional que ainda não fecharam contratos de exclusividade com as novas e modernas arenas esportivas e suas operadoras. O objetivo aqui foi mensurar qual o tamanho de estádio ideal para cada um destes clubes, caso eles optem por construir suas próprias arenas. Neste caso tentamos mensurar o número de assentos, o número de camarotes ideal e o seu retorno financeiro, a estimativa possível de faturamento com eventos e um cenário possível para venda de Naming Rights  apoiando-se nos números que temos hoje.

Este relatório tenta analisar de forma fria algumas oportunidades no mercado para os clubes de futebol profissional, investidores e construtoras sob a premissa de que pode ser interessante para o clube possuir sua arena esportiva própria. Um estádio próprio pode, dependendo do contrato com os parceiros, trazer um retorno financeiro mais vantajoso, se este contrato oferecer uma comissão sobre os camarotes, eventos ou Naming Rights.

Um estádio próprio pode ajudar a criar um ambiente positivo e profissional no clube e mobilizar toda mídia a seu favor, criando uma visão profissional de futuro, o que acabará atraindo grandes operadoras, parceiros e até mesmo colocar o clube em um novo patamar no cenário esportivo atual. Claro que tudo isso deveria ser feito com um projeto sólido a nível de custo benefícios e com um estudo de viabilidade (plano de negócios) prévio de preferência com estudo de 12 a 20 anos de fluxo de caixa.

Não procuramos os clubes que foram citados aqui. Estudamos sua média de público atual e histórica, nos últimos 20 a 40 anos, com dados do campeonato brasileiro da Série A, B e  até Copa do Brasil cruzando informações com a renda de sua torcida de forma a buscar alternativas que sejam viáveis para que o clube passe a obter, a médio prazo, um alto volume de receitas. Este estudo não dispensa um estudo de viabilidade, obrigatório para qualquer projeto deste nível.

Nosso relatório vai sugerir 3 critérios de receitas:

1) Quantidade de assentos: Baseando-se em técnicas e estratégias de construção com o melhor custo benefício aplicada no mercado e sob a premissa que não adianta ter um estádio grande e caro com um alto índice de espaços vazios. Se a cidade já possui uma arena de maior porte na cidade, o clube pode utilizá-la se precisar fazer um jogo com grande volume de público. A possibilidade de receber um público enorme para uma final de campeonato não compensa o investimento em um estádio gigantesco, devido aos custos de operação. Se há uma demanda e aumento na média de público é bom possuir uma pequena capacidade de expansão. Um estádio tem que ser visualizado com prazo de usabilidade de 30 anos. Acima disso é melhor reavaliar o projeto e, se for o caso, construir uma nova arena com as devidas expansões ou novas dimensões. Este tipo de ação é comum nos EUA, e será comum no Brasil no futuro, quando aprendermos a valorizar mais o índice de receitas do que tamanho de estádio.

2) Camarotes: Baseando-se no perfil de renda da sua torcida, valor de camarotes cobrados na região e no país e, também no tamanho do estádio vamos tentar sugerir a quantidade ideal e custo por pessoa. Um dos pilares de faturamento de uma arena multiuso moderna é a quantidade de camarotes. É importante explorar ao máximo este tipo de receita, desde que parte da torcida e empresas da região sejam capazes de pagá-los.

3) Naming Rights : Baseando-se no perfil da torcida, valor da marca do clube, visibilidade atual na região ou país, estimativas de sucesso no futuro vamos sugerir um valor inicial para início de negociação com possíveis patrocinadores.

4) Custo da Construção: Nosso modelo de construção ideal será baseado em alguns estádios europeus e brasileiros que hoje tem objetivo sucesso em matéria de custo benefício. Baseando-se em estudos já conhecidos podemos dizer que os custos dos estádios aumentam de forma exponencial com a quantidade de assentos. Seguindo critérios arquitetônicos e de construção civil Podemos dizer que um estádio de 40 mil lugares não custa duas vezes um estádio de 20 mil lugares. Em geral o aumento de custo é exponencial. Por isso é preciso ter muito cuidado ao pensar em estádios grandes.  É muito mais econômico trabalhar com números menores, se a média de público histórica tem sido baixa. O assento da última fila de um estádio de 80 mil lugares chega a custar muitas vezes mais que um assento da primeira fila em um estádio de 20 mil lugares.

Observações Importantes

Receitas

Este relatório sugere apenas receitas com camarotes, Naming Rights  e eventos. NÃO ENTRAM NESTES CÁLCULOS receitas de jogos de futebol (Game Day), aluguel de lojas, restaurantes, estacionamento, cadeiras vip ou Sky boxes ou setores especiais além patrocínios em setores especiais entre outras formas de receitas, como museu do clube, alimentos e bebidas e etc.

História do Clube

É importante salientar aqui que de forma alguma estamos desmerecendo a história do clube, o tamanho de sua torcida, títulos obtidos ou valor de sua marca. Nosso objetivo aqui é projetar um caminho alternativo para o clube tentar obter, com o menor prazo possível o maior faturamento seguindo o modelo moderno e atual de arenas esportivas.

Arquitetura

Conversamos com o arquiteto Daniel Hopf Fernandes, da Fernandes Associados, autor de projetos do Maracanã e Arena Pernambuco, sobre a capacidade de construir projetos expansíveis. Pode-se preparar um estádio para receber uma pequena expansão no futuro de 5 mil lugares. Isso não representaria muita diferença nos custos. Basta acrescentar 5 degraus de arquibancada extras no perímetro do estádio, na média para alcançar este valor.

Construção Civil

O custo do estádio foi estimado em custo por assentos. Estipulamos um valor intermediário de R$6.500,00 a R$8.200,00 reais por assento. É perfeitamente possível diminuir este custo. O Juventus de Turim construiu um estádio de 41 mil lugares com um shopping lateral de 60 lojas por R$350 milhões de reais (cerca de E$105 milhões) ou seja, em torno de R$8300,00 por assento.

Claro que para estimar um custo de construção civil com exatidão seria preciso considerar a metragem em m2, custo da cobertura, fundações, terraplanagem, valor do lote e equipamentos entre outros quesitos. Mas vamos nos basear aqui em uma amostragem mais simples para facilitar para que todos compreendam.

Segundo o Gardiner & Theobald percebemos que o custo de construção de uma arena não aumenta proporcionalmente com o tamanho do estádio. Por isso estádios grandes são caros demais, e claro, o retorno financeiro não compensa o investimento executado, a não ser que o estádio tivesse 100% de ocupação, o que ainda não acontece no Brasil. Por isso nosso estudo será feito por média de público e por crescimento da renda per capita. Com relação ao custo de construção vamos considerar os custos de construção de forma econômica, seguindo a tabela abaixo:

Estádio Custo por Assento
25 a 30 mil lugares R$6.500,00
35 mil lugares R$7.000,00
45 mil lugares R$7.200,00
50 mil lugares R$8.200,00

É importante que o projeto contenha uma quantidade lojas em um shopping comercial ao lado da arena, uma quantidade de camarotes de alto nível, cobertura em todos os assentos, segurança, conforto e claro, que seja multiuso, capaz de realizar grandes eventos entre outros itens.

Índice Aplicado em relação à Média de Público  (Média de Público X 2) [e expansão 5 mil]

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) e a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) até outubro deste de 2011 a média do crescimento da renda per capita brasileira ficou em 40,69% de 2003 a 2011.

Se desconsiderássemos os extremos, fazendo os cálculos pela mediana, que podem alterar o resultado, o crescimento foi maior até maior, de 65,88%. Ou seja, existe uma tendência de crescimento contínuo de renda da população daqui para frente, o que favorece o investimento em entretenimento, no caso o futebol. Já o PIB per capita aumentou 27,70% no período. O crescimento da renda alcançou média de 6,8%. A chance de ascender socialmente e ganhar mais que a mediana é 30,11%.

A renda per capita dos brasileiros deve continuar crescendo nos próximos anos, de acordo com o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa que informou que a manutenção do crescimento da economia brasileira entre 4% e 5% ao ano permitirá ao país dobrar a renda per capita da população em 20 anos. O que os dados mostram é que a renda das pessoas está crescendo a 4,6% em 12 meses, ou seja, três vezes mais do que o PIB, aponta. “As próprias avaliações do mercado indicam a manutenção do ritmo de expansão do PIB em uma faixa entre 4% e 5%”, disse o secretário.

Evolução do PIB Per Capita no Conceito de Paridade do Poder de Compra. Brasil, 1990-2009. Valores em US$

Fonte: Banco Mundial, World Development Indicators

Por isso, a Arenaplan vai considerar uma visão pessimista. Que a classe média vai dobrar sua renda per capita em 30 anos, e não em 20 como disse a matéria. Isso poderia supor que teremos o dobro da demanda por jogos de futebol nos próximos 20 a 30 anos, se fizermos um bom trabalho e melhorarmos o conforto e segurança nos estádios. Por isso vamos considerar e recomendar um estádio com o dobro da capacidade da média de público atual do clube.

Mantendo uma visão pessimista, e que os estádios tem tempo de vida de 30 anos em média, e considerando que, logo de início, com a melhora da qualidade e segurança dos estádios teremos um aumento da média de público de 10 a 20%, vamos estabelecer e recomendar que o estádio tenha a possibilidade de ampliação em torno de 10% de sua capacidade. Em um estádio de 50 mil pessoas, por exemplo, a ampliação de 5 mil lugares representaria acrescentar apenas cinco degraus extras de arquibancadas por todo o perímetro do estádio, se ele for previamente preparado para esta expansão.

Fonte dos Dados das Médias de Público

Revista Placar, Sites dos clubes, Wikipédia, IG, sites de estatísticas dos clubes e de futebol.

Possíveis Novos Estádios

Clube 1) Flamengo-RJ

De todos os clubes pesquisados o Flamengo é o que possui o maior poder de trazer receitas, a maior visibilidade entre os clubes analisados, o maior volume de títulos tornando o clube o mais interessante para os investidores. Nas décadas de 70 e 80 o clube obteve uma incrível média de 37 pagantes por jogo. Em 80 o clube chegou a ter média de 66 mil por partida. Porém nas décadas de 90 e 2000 a média caiu para 21 a 22 mil pessoas por jogo chegando a 16 mil a partir de 2011. Acreditamos que o clube volte a recuperar sua média de público das décadas de 90 a 2001-2010. Mas com a concorrência atual das TVs a cabo e outras opções de público é arriscado prever que o clube consiga ampliar esta média de público para mais de 40 mil de forma constante por anos e por jogo em curto espaço de tempo.

Média de Público – Série A

71-80 81-90 91-2000 2001-2010 2011-2012 Geral
37.494 37.596 21.471 22.288 16.184 27.006

O Flamengo é o time que mais obteve recordes de média de público do Brasil. Tem a maior torcida do país e tem uma incrível e apaixonada torcida. Porém a realidade das décadas de 70 e 80 mudaram. É mais prudente buscar um estádio com 80 a 90% de média de ocupação se o clube trabalhar bem. E o clube tem que pensar nos custos. Quanto menor o estádio mais barato sai o custo por cadeira. Se desprezássemos a média de público da década de 70, a média cairia para abaixo de 25 mil pessoas.

Estádio Recomendado:

Assentos: 50 mil lugares.  Se possível com possibilidade de expansão de 5 mil lugares. Este tipo é fácil de fazer e tem custo baixo. Representaria 5 degraus de arquibancada extras em todo o anel do estádio, mantendo a circulação de público atual.

Custo da Construção: Modelo Econômico R$8,2 mil por assento. Total: R$410 milhões.

Quantidade de Camarotes
: 150. Custo Ideal Máximo/Ano Por Pessoa: R$8.500,00. Média de 20 lugares cada. Total: 3000 assentos. Total Máximo: R$25,5 milhões por ano.

Naming Rights : Anual Sugerido: R$25 milhões/ano ou R$500 milhões em 20 anos.

Faturamento com Eventos
: R$20 milhões/ano. O clube terá que realizar 4 eventos de grande porte por ano e dezenas de eventos de médio porte. Isso não será fácil com a concorrência com o Maracanã. Mas será perfeitamente possível.

Faturamento Anual Total Esperado (Camarotes+Naming Rights +Eventos): R$70,5 milhões/ano.

Situação Atual: Candidatos na última eleição chegaram a mostrar projetos de arenas caso vencessem a eleição. O atual presidente parece que vai fechar contrato com o Maracanã. Temos fontes que mostram que o Flamengo será o primeiro a fechar contrato.


 

Clube 2) Atlético-MG

O Atlético-MG tem um altíssimo poder de buscar receitas com uma nova arena. A paixão e a fidelidade de sua torcida fica evidenciada nas médias de público. O clube chega muito perto dos números do Flamengo, sendo a segunda melhor do país nesta pesquisa. Possui atualmente uma enorme visibilidade e com grandes possibilidades de sucesso no futuro sendo o clube que poderá oferecer ao patrocinador o maior resultado em receitas com menor investimento. Mas também possui um risco alto de perder o que alcançou devido a más gestões que teve no passado. O mandato do atual presidente termina no final de 2014. Gestão considerada excelente e que recolocou o clube nos eixos financeiramente e em campo. O clube tem mostrado um poder incrível de manter sua média de público do passado. Houve como os outros uma queda na média de público em 2011-2012, devido a ida obrigatória para o interior pela falta de estádio. O clube chegou a ter a incrível media de 55 mil por partida em 1977. Isso demonstra seu enorme poder de crescimento no futuro. Acreditamos que o clube volte a recuperar sua média de público das décadas de 70 e 80, pois elas tem se mostrado constantes. Mas com a concorrência atual das TVs a cabo e outras opções de público é arriscado prever que o clube consiga ampliar esta média de público para mais de 40 mil por jogo de forma constante. Como existe o Mineirão não há necessidade de investir em um estádio acima de 45 mil lugares.

Média de Público – Série A e B

71-80 81-90 91-2000 2001-2010 2011-2012 Geral
26.244 24.904 20.919 22.496 16.187  22.150

O clube teve uma queda de público em 2011 e 2012. Desconsideramos este problema, pois o clube teve que jogar longe de capital. Sem estes dois últimos a média seria de 23.641 no geral.

Estádio Recomendado:

Assentos: 45 mil lugares. Se possível com possibilidade de expansão de 5 mil lugares. Este tipo é fácil de fazer e tem custo baixo. Representaria 5 andares extras em todo o anel do estádio,  mantendo a circulação de público atual. Embora o Atlético-MG já tenha obtido muitos públicos acima de 100 mil torcedores estes jogos são raros. Estádio bom é estádio lotado sempre com competição pelos ingressos e sem cambistas ou filas.

Quantidade de Camarotes: 150. Hoje o clube conta no estádio Independência com 18 camarotes de 18,25 e 35 lugares cada. Os maiores custam R$400 a R$600 mil reais/ano, ou cerca de R$15 mil reais por pessoa/ano. Porém se o clube comercializasse todos os camarotes não completaria R$10 milhões/ano de faturamento. É importante popularizar estes setores também, não apenas para empresas. Isso significa ter centenas de unidade com custos. Custo Ideal Máximo Por Pessoa: R$7.500,00. Média de 20 lugares cada.  Total de assentos: 3.000. Total Máximo: R$22,5 milhões por ano.

Naming Rights : Anual Sugerido: R$20 milhões/ano ou R$400 milhões em 20 anos. Se considerarmos o valor de marca segundo pesquisas de 2012, seria em torno de R$15 milhões/ano. Porém houve do meio do ano passado (2012) para cá um enorme  crescimento da marca e valorização do plantel e visibilidade, além da grande média de público. Com isso o clube pode negociar este valor acima de R$20 milhões/ano.

Custo da Construção: Modelo Econômico R$7,2 mil por assento. Total: R$324 milhões.

Faturamento com Eventos: R$20 milhões/ano. O clube terá que realizar pelo menos 4 grandes eventos por ano, o que não será fácil concorrendo com o Mineirão. Além de precisar realizar dezenas de eventos de médio porte.

Faturamento Anual Total Esperado (Camarotes+Naming Rights +Eventos): R$62,5 milhões/ano.

Situação Atual: Gestões anteriores apresentaram um projeto de arena até 2007. A própria torcida apresentou um outro projeto. Estes projetos são antigos e precisariam ser reestudados pois o mercado mudou completamente. Porém o atual presidente parece estar firme na idéia de ampliar o independência em vez de construir sua ar               ena ou simplesmente deixar esta decisão para o próximo presidente. Mandato do atual termina no final de 2014.


 

Clube 3) Fluminense-RJ

O Fluminense tem feito um ótimo trabalho de gestão nos últimos anos. Este trabalho trouxe ótimos resultados como títulos brasileiros e uma final de libertadores. Possui atualmente boa visibilidade e com seus parceiros atuais tem boas possibilidades de sucesso no futuro. O clube tem problema em manter sua média de público acima de 15 mil pessoas por jogo. Houve como os outros clubes uma queda na média de público em 2011 e 2012, porém existe possibilidade de melhorar esta média de públicos se jogasse em seu próprio estádio. Acreditamos que o clube volte a recuperar sua média de público das décadas de 70 e 80. Mas com a concorrência atual das TVs a cabo e outras opções de público é arriscado prever que o clube consiga ampliar esta média de público para mais de 25 mil por jogo. Como existe o Maracanã não há necessidade de investir em um estádio acima de 30 mil lugares.

Média de Público – Série A, B e C

71-80 81-90 91-2000 2001-2010 2011-2012 Geral

19.133

16.904

10.559

16.863

13.699

         15.432

A média dos dois últimos anos foi baixa apesar do título brasileiro. Isso é preocupante. É mais prudente ter um estádio moderno e o mais cheio possível. Com boa gestão, conforto e segurança é possível atingir a média da década de 70, embora seja difícil.

Estádio Recomendado:

Assentos: 30 mil lugares. Se possível com possibilidade de expansão de 5 mil lugares. Este tipo é fácil de fazer e tem custo baixo. Representaria 5 andares extras em todo o anel do estádio, mantendo a circulação de público atual.

Quantidade de Camarotes: 120. Custo Ideal Máximo Por Pessoa: R$8.500,00. Média de 20 lugares cada. Cerca de 2.400 lugares. Total Possível se todos fossem comercializados: R$20,4 milhões/ano.

Naming Rights : Anual Sugerido: R$15 milhões/ano ou R$300 milhões em 20 anos.

Custo da Construção: Modelo Econômico R$8 mil por assento. Total: R$240 milhões.

Faturamento com Eventos: R$15 milhões/ano. O clube precisaria realizar pelo menos 3 eventos de grande porte ano e vários de médio porte. Com vários estádios na cidade a concorrência será grande. Não será fácil concorrer com o Maracanã e o Flamengo, mas é possível.

Faturamento Anual Total Esperado (Camarotes+Naming Rights +Eventos): R$47,4 milhões/ano.

Clube 4) Santos

O Santos tem mostrado seu desejo em ter uma nova arena. Sua arena atual prejudica projetos de maior porte. Não é possível ter um shopping Center no local, vagas de estacionamento ou um número de camarotes de alta qualidade que propicie ao clube obter um índice maior de faturamento do seu atual estádio. Por isso já apareceram alguns projetos. Existe uma decisão vital a se tomar. O clube deve ter seu estádio na capital paulista ou em Santos. Segundo o que analisamos é mais seguro optar por construir seu estádio onde a torcida é mais fiel. Em São Paulo, aparentemente poderiam haver mais torcedores interessados. Mas o que realmente importa é a fidelidade do torcedor, capaz de contratar  um serviço de camarotes por exemplo, mesmo o clube não estando numa fase tão boa. Por isso vamos fazer uma estimativa como se o estádio fosse em Santos ou em sua periferia, como alguns projetos sugeriram. Analisando sobre este prisma temos um problema de média de público.  Se fizer um bom trabalho de marketing, oferecer mais conforto e segurança aos seus torcedores talvez o clube volte a ter a média de público da década de 90 em um novo estádio. Aliás a tentativa de modernizar a Vila e trazer mais receita para o clube levou a diretoria a construir vários camarotes. E isso diminuiu drasticamente a capacidade do estádio. Mas foi uma estratégia correta.  Mas isso ainda é insuficiente para trazer um volume de recursos mínimos condizente com o nível da equipe do Santos.  Hoje temos a concorrência atual das TVs a cabo e outras opções de entretenimento, e por isso é arriscado prever que o clube consiga ampliar esta média de público para mais de 20 mil por jogo. Como existem vários estádios disponíveis em São Paulo não há necessidade de investir em um estádio acima de 25 mil lugares.

Média de Público – Série A

72-80 81-90 91-2000 2001-2010 2011-2012 Geral

22.844(*)

17.367

11.881

10.797

8.500

 14.278

(*) Estas médias foram calculadas sobre os valores levantados. Não foi possível levantar dados de 71,79.
A equipe de Santos obteve, como muitos grandes clubes, uma média de público alto na década de 70 quando o estádio também tinha maior capacidade. Porém houve uma queda a partir da década de 80, chegando à mais baixa média em 2011-2012, com o estádio reformado, com menor capacidade, mas com camarotes mais modernos, contando com Neymar em campo. Por isso é mais prudente ter um estádio moderno, que traga receitas, mas com o menor índice de espaços vagos, como nos outros clubes.

Estádio Recomendado:

Assentos: 25 mil lugares. Se possível com possibilidade de expansão de 5 mil lugares. Este tipo é fácil de fazer e tem custo baixo. Representaria 5 andares extras em todo o anel do estádio, mantendo a circulação de público atual.

Quantidade de Camarotes: 120. Hoje a Vila tem 28 camarotes. São 16 camarotes de 8 lugares, os chamados “laterais”.  Variando de R$40 a R$140 mil reais por cada 2 anos, variando de R$2.500 a R$8.750 por pessoa/ano. Além de outros 12 camarotes de 10, 14 e 24 lugares, variando de R$40 a R$140 mil reais, ou seja, o custo varia de R$3.360,00 a R$4 mil reais por pessoa/ano. Em uma nova arena recomendamos o custo Ideal Máximo Por Pessoa: R$8.500,00. Média de 20 lugares cada. Ou seja, seriam 2400 assentos. Total Possível se todos fossem comercializados: R$20,4 milhões/ano.

Naming Rights : Anual Sugerido: R$15 milhões/ano ou R$300 milhões em 20 anos.

Custo da Construção: Modelo Econômico R$6,5 mil por assento. Total: R$162 milhões.

Faturamento com Eventos: R$15 milhões/ano. O clube precisaria realizar pelo menos 3 eventos de grande porte ano e vários de médio porte. Com vários estádios na cidade de São Paulo a concorrência será grande, mas é possível.

Faturamento Anual Total Esperado (Camarotes+Naming Rights +Eventos): R$50,4 milhões/ano.


 

Clube 5) Goiás

O Goiás tem mostrado também seu desejo em ter uma nova arena. O Serra Dourada infelizmente não fez parte da copa do mundo e não será modernizado. É urgente a construção de um estádio para que o clube consiga ampliar seu faturamento e manter sua competitividade no cenário nacional. O clube poderia construir um shopping Center no local, oferecer vagas de estacionamento e camarotes de alto nível para seus torcedores de forma a propiciar ao clube um índice maior de faturamento. Por isso já levantamos que o clube tem um projeto de uma nova arena. Não sabemos até onde o clube já foi com este projeto. Mas aqui temos um problema de baixa média de público.  Se fizerem um bom trabalho de marketing, oferecer mais conforto e segurança aos seus torcedores talvez o clube volte a ter a média de público da década de 80. Porém é arriscado pensar nisso. Com a concorrência atual das TVs a cabo e outras opções de entretenimento é arriscado prever que o clube consiga ampliar esta média de público para mais de 15 mil por jogo. Como existe o Serra Dourada não há necessidade de investir em um estádio acima de 25 mil lugares.

Média de Público – Série A,B

83-90 91-2000 2001-2010 2011-2012 Geral

13.141(*)

9.267(*)

9.517(*)

11.122

         10.762

(*) Estas médias foram calculadas sobre os valores levantados. Não foi possível levantar dados de 84,85,94,99,2000,2001.
As médias  consideram dados da série A e B. O clube tem dificuldade em ter médias de público superiores a 11 mil torcedores. Embora o clube tenha uma grande torcida na capital goiana seria recomendado ter um estádio com capacidade máxima para 20 mil lugares. Porém a oportunidade de realização de shows e eventos pode trazer um bom faturamento para o clube. Neste caso aumentaremos a capacidade sugerida para 25 mil lugares.

Estádio Recomendado:

Assentos: 25 mil lugares. Pelos números o ideal seria uma arena para 20 mil lugares. Porém a cidade tem uma população grande. Neste caso vamos recomendar uma arena de 25 mil lugares. Se possível com possibilidade de expansão de 5 mil lugares. Este tipo é fácil de fazer e tem custo baixo. Representaria 5 andares extras em todo o anel do estádio, mantendo a circulação de público atual.

Quantidade de Camarotes: 120. Embora o foco de venda sejam as empresas é importante popularizar os camarotes. Uma boa estratégia de entrada é oferecê-los com desconto no lançamento. Custo Ideal Máximo Por Pessoa: R$5.500,00. Média de 20 lugares cada. 2.400 assentos. Total Possível se todos fossem comercializados: R$13,2 milhões/ano.

Naming Rights : Anual Sugerido: R$6 milhões/ano ou R$120 milhões em 20 anos.

Custo da Construção: Modelo Econômico R$6,5 mil por assento. Total: R$162 milhões.

Faturamento com Eventos: R$15 milhões/ano. O clube precisaria realizar pelo menos 3 eventos de grande porte ano e vários de médio porte.

Faturamento Anual Total Esperado (Camarotes+Naming Rights +Eventos): R$34,2 milhões/ano.


 

Clube 6) Ceará

O Ceará tem obtido nos últimos anos uma boa ótima média de público e a cada ano se fortalece como um grande clube no cenário nacional. Está lhe faltando um título de expressão nacional para aumentar mais sua média de público. Possui atualmente boa visibilidade em sua região e tem boas possibilidades de sucesso no futuro. O clube tem problema em manter sua media de público acima de 13 mil pessoas por jogo. Houve como os outros clubes uma queda na média de público em 2011 e 2012, porém existe possibilidade de melhorar esta média de públicos se jogasse em seu próprio estádio. Acreditamos que o clube volte a recuperar sua média de público das décadas de 70 e 80. Mas com a concorrência atual das TVs a cabo e outras opções de público é arriscado prever que o clube consiga ampliar esta média de público para mais de 15 mil por jogo. Como existe o Castelão não há necessidade de investir em um estádio acima de 25 mil lugares.

Média de Público – Série A,B

71-80 81-90 91-2000 2001-2010 2011-2012 Geral

13.782(*)

10.302(*)

13.802(*)

14.909

11.151

         12.789

(*) Estas médias foram calculadas sobre os valores levantados. Não foi possível levantar dados de 71,73,88,89,92,95 e 96.

A média de público do Ceará na Série A e B tem sido boa desde a década de 70. Mostrando que o clube tem um potencial para bom crescimento nos próximos anos. É interessante imaginar que o clube possa atingir médias acima de 20 mil lugares no futuro com um estádio de boa qualidade e ganhar renda com eventos e Naming Rights .

Estádio Recomendado:

Assentos: 25 mil lugares. Se possível com possibilidade de expansão de 5 mil lugares. Este tipo é fácil de fazer e tem custo baixo. Representaria 5 andares extras em todo o anel do estádio, mantendo a circulação de público atual.

Quantidade de Camarotes: 120. A renda média do torcedor é 52% menor que  renda média do torcedor do Figueirense, segundo pesquisa da Pluri Consultoria (Renda Mensal Média dos Torcedores). Embora o foco de venda sejam as empresas é importante popularizar os camarotes. Uma boa estratégia de entrada é oferecê-los com desconto no lançamento. Por isso vamos recomendar o custo do camarote pouco acima da Arena Pernambuco. Custo Ideal Máximo Por Pessoa: R$5.000,00. Média de 20 lugares cada. Total de Assentos: 2.400. Total possível se todos fossem comercializados: R$12 milhões/ano.

Naming Rights : Anual Sugerido: R$6 milhões/ano ou R$180 milhões em 20 anos.

Custo da Construção: Modelo Econômico R$6,5 mil por assento. Total: R$162 milhões.

Faturamento com Eventos: R$15 milhões/ano. O clube precisaria realizar pelo menos 4 eventos de grande porte ano e vários de médio porte. Com vários estádios na cidade a concorrência será grande. Não será fácil concorrer com o Castelão, mas é perfeitamente possível.

Faturamento Anual Total Esperado (Camarotes+Naming Rights +Eventos): R$33 milhões/ano.


 

Clube 7) Figueirense-SC

O Figueirense é um clube que tem alternado entre a série A e B.  O clube tem se fortalecido como um grande clube no cenário nacional. Está lhe faltando um título de expressão nacional. Possui atualmente boa visibilidade em sua região e tem boas possibilidades de sucesso no futuro. Porém o clube precisa obter novas fontes de renda para investir em equipes mais fortes. O clube tem problema em manter sua media de público acima de 10 mil pessoas por jogo. Existe a possibilidade de melhorar um pouco média de público se jogasse em um estádio de melhor qualidade, com segurança e conforto. Mas com a concorrência atual das TVs a cabo e outras opções de público é arriscado prever que o clube consiga ampliar muito esta média de público para mais de 15 mil por jogo. Como não há outro estádio melhor na cidade, investir em um estádio para 25 mil lugares ajudará o clube a faturar principalmente com eventos de grande porte.

Média de Público – Série A,B

2001-2010 2011-2012 Geral

9.418(*)

9.812(*)

         9.615

(*) Os dados totais foram calculados com as médias levantadas. Não foi possível levantar a média de  público do ano de 2000.
A baixa média de público poderia levar o clube a pensar em um estádio de 20 mil lugares apenas. Utilizamos somente dados a partir da década de 2000-2010. A média de público considera dados da série A e B. E esta média fica abaixo de 10 mil torcedores por jogo. Porém com alto poder aquisitivo da população de Florianópolis, um público em grande quantidade viria também em grandes eventos que serão realizados em umestádio moderno.

Estádio Recomendado:

Assentos: 25 mil lugares. Atualmente seria o suficiente para o clube com jogos e eventos. Neste caso vamos recomendar uma arena de 25 mil lugares. Se possível com possibilidade de expansão de 5 mil lugares principalmente para a realização de eventos. Este tipo é fácil de fazer e tem custo baixo. Representaria 5 andares extras em todo o anel do estádio, mantendo a circulação de público atual.

Quantidade de Camarotes: 120. Embora o foco de venda sejam as empresas é importante popularizar os camarotes. Uma boa estratégia de entrada é oferecê-los com desconto no lançamento. Custo Ideal Máximo Por Pessoa: R$9.500,00. O mais alto valor é recomendado por ter a 2ª maior renda mensal por torcedor do país, segundo pesquisa da Pluri Consultoria (Renda Mensal Média dos Torcedores). O clube pode explorar mais este quesito. Média de 20 lugares cada. 2.400 vagas. Total possível se todos fossem comercializados: R$22,8 milhões/ano.

Naming Rights : Anual Sugerido: R$5 milhões/ano ou R$80 milhões em 20 anos.

Custo da Construção: Modelo Econômico R$6,5 mil por assento. Total: R$162 milhões.

Faturamento com Eventos: R$25 milhões/ano. O clube precisaria realizar pelo menos 5 eventos de grande porte ano e vários de médio porte. Uma boa vantagem é não possuir concorrentes. Este será um dos pontos fortes de renda.

Faturamento Anual Total Esperado (Camarotes+Naming Rights +Eventos): R$52,8 milhões/ano.


 

Clube 8) Sport-PE

O Sport tem obtido nos últimos anos uma excelente média de público e a cada ano se fortalece como grande clube no cenário nacional. Mais títulos de expressão nacional aumentariam ainda mais sua média de público. Possui atualmente ótima visibilidade em sua região e tem boas possibilidades de sucesso no futuro. O clube teve problema em manter a média de público no passado acima de 13 mil pessoas por jogo. Mas houve um grande crescimento na década de 200-2010 chegando a quase 20 mil de média de público na década de 2000-2010, o que é excelente. Houve como os outros clubes uma queda na média de público em 2011 e 2012, porém existe possibilidade de melhorar esta média de públicos se jogasse em um estádio maior. O clube já tem 120 camarotes. Acreditamos que o clube possa aumentar ainda mais sua média de público com um estádio melhor. E sua diretoria já percebeu isso. E já tem um projeto de arena pronto. Mas com a concorrência atual das TVs a cabo e outras opções de público é arriscado prever que o clube consiga ampliar esta média de público para mais de 25 mil por jogo. Como existe a Arena Pernambuco não há necessidade de um estádio maior que 35 mil lugares.

Média de Público – Série A,B

81-90 91-2000 2001-2010 2011-2012 Geral

14.910(*)

12.443(*)

19.382(*)

17.592

         17.743

(*) Os dados totais foram calculados com as médias levantadas. Não conseguimos médias de 1990 e 2000. 2001 a 2005.
Isso torna a média um pouco acima da esperada. O Sport pode ter tido uma média inferior pois em vários destes anos estava na Série B e com campanhas instáveis.

É importante salientar que os dados são mais precisos a partir da década de 90. Percebe-se uma evolução para a década de 2001-2010. Considerando o crescimento de sua torcida e os dados da série B completamos o quadro acima com a média crescendo para 17.743. Podemos considerar que o clube poderá ampliar ainda mais sua média com um estádio com conforto e segurança. A perspectiva é chegar a mais de 25 mil de média de público já nos próximos anos.

Estádio Recomendado:

Assentos: 35 mil lugares. Se possível com possibilidade de expansão de 5 mil lugares. Este tipo é fácil de fazer e tem custo baixo. Representaria 5 andares extras em todo o anel do estádio, mantendo a circulação de público atual. Apesar de ser a mesma capacidade do estádio atual ele seria um estádio moderno. É importante que a média seja acima de 80% de ocupação ou 28 mil de média por partida, o que ultrapassaria a média do Flamengo, a maior torcida do país. Por isso é preciso ter pés no chão para não investir mais do que o clube precisa.

Quantidade de Camarotes: 250. A sugestão é ampliar o volume de camarotes da Ilha do Retiro que hoje são 150. Hoje são 150 camarotes com capacidade de 10 lugares cada um ao custo médio de R$25.000,00 cada, ou R$2.500,00 cada por pessoa. Porém todos já foram vendidos e o clube não tem mais a propriedade sobre eles. Agora no novo estádio o clube terá que ter novos camarotes para faturar sobre eles mantendo os 150 camarotes com 10 lugares. E estes camarotes terão melhor qualidade e custarão mais caro. Por isso o caso do Sport é mais complexo. Serão precisos 3.500 assentos nos camarotes. Será preciso trabalhar estes camarotes a preços mais populares. Custo Ideal Máximo Por Pessoa: R$6.500,00 (semelhante ao custo médio da Arena Pernambuco). Segundo pesquisa da Pluri Consultoria (Renda Mensal Média dos Torcedores) a torcida do Sport tem renda mensal média cerda de 57% apenas da torcida do Figueirense. Média de 20 lugares cada. Total possível se todos fossem comercializados: R$13 milhões/ano, retirando-se os 150 que deverão já existir. Ou seja, o clube terá que manter os camarotes para os antigos sócios, sem poder arrecadar com eles. Existe uma possibilidade renegociação. Porém somente o clube poderia dizer se isso seria possível. Melhor contar com apenas 100 camarotes com receita certa.

Naming Rights : Anual Sugerido: R$6 milhões/ano ou R$120 milhões em 20 anos.

Custo da Construção: Modelo Econômico R$8 mil por assento. Devido aos 250 camarotes o custo da construção pode ficar maior. Vamos estabelecer neste caso o custo de R$7.500,00 por assento. Total: R$262,5 milhões.

Faturamento com Eventos: R$15 milhões/ano. O clube precisaria realizar pelo menos 3 eventos de grande porte ano e vários de médio porte. Com vários estádios na cidade a concorrência será grande. A concorrência será grande com a nova Arena Pernambuco que terá saído na frente em organização de eventos, mas é perfeitamente possível.

Faturamento Anual Total Esperado (Camarotes+Naming Rights +Eventos): R$43 milhões/ano.


 

Reformas Completas ou Novo Estádio?

Clube 9) Vasco-RJ

O Vasco tem uma história que dispensa apresentações. Mas é importante para o clube pensar em trazer novoss e grandes volumes de receitas. A maior dúvida que o Vasco poderia ter seria construir um novo estádio ou reformar o atual? O atual estádio recebeu várias melhorias, porém elas não estão no nível dos estádios atuais. Sem falar do problema da segurança. O clube precisa pensar em várias comodidades que poderiam tornar seu estádio um estádio mais moderno. O ideal seria construir um estádio todo novo, em outro local na cidade ou reformar tudo, como está sendo feito no Palestra Itália. Porém existe uma enorme dificuldade financeira para o clube. O clube precisaria buscar um parceiro para construir ou reformar. Se a decisão fosse reformar o estádio, deveriam ser incluídos uma cobertura, criação de mais centenas de camarotes e pelo menos um grande volume de vagas estacionamento dentro do local. Pelo que percebemos é difícil definir isso sem um estudo de viabilidade completo. A área do estádio atual poderia caber perfeitamente um estádio moderno para 25 mil lugares com um prédio de estacionamentos ao lado. Com o estádio Engenhão e o Maracanã disponíveis não há necessidade de investir em um estádio maior que 25 mil lugares. Os números das médias de público podem ter sido prejudicados pela falta de conforto e segurança. Vejam abaixo a tabela.

Média de Público – Série A,B

81-90 91-2000 2001-2010 2011-2012 Geral

15.266(*)

14.377

11.923

12.224

         13.448

(*) Os dados totais foram calculados com as médias levantadas. Não conseguimos médias de 81-85.
A média da série A da década de 70 provavelmente foi maior. Porém percebe-se um decréscimo nas médias a partir da década de 80.  Ela tem se mantido constante entre 12 a 15 mil de média de público. Mas hoje, com a concorrência com outros meios de entretenimento, não é fácil voltar a ter estas médias. O melhor seria igualar a média da década de 80 e aos poucos ir ampliando com conforto e segurança. Considerando os dados da série B completamos o quadro acima temos uma média crescendo para 13.448. Podemos considerar que o clube poderá ampliar ainda mais sua média com um estádio com conforto e segurança e alcançar médias acima de 20 mil pessoas.

Estádio Recomendado:

Assentos: 30 mil lugares. Se possível com possibilidade de expansão de 5 mil lugares. Este tipo é fácil de fazer e tem custo baixo. Representaria 5 andares extras em todo o anel do estádio, mantendo a circulação de público atual. Apesar de ser a mesma capacidade do estádio atual ele seria um estádio moderno.

Quantidade de Camarotes: 120. Atualmente o clube tem apenas 34 camarotes disponíveis com 12 lugares cada ao custo médio de R$60 mil reais/ano ou R$5.833,00 por pessoa/ano. Porém ainda são lugares menos confortáveis comparados aos estádios modernos multiuso. Uma sugestão de baixo custo seria avançar os camarotes sob as arquibancadas para ampliá-los por todo o anel, diminuindo a capacidade atual do estádio, mas dando uma visão boa aos proprietários, pois a média de público não tem sido alta. Veja na tabela abaixo. Outra idéia interessante poderia ser construir uma nova área de arquibancadas somente com camarotes atrás do Gol com áreas Vips. O problema é que a visão seria prejudicada e a área não tão valorizada. Por isso pode ser interessante levar para lá as arquibancadas, perdidas com a ampliação dos camarotes. Agora em um estádio reformado e moderno estes camarotes terão melhor qualidade e custariam mais caro. Custo Ideal Máximo Por Pessoa: R$7.500,00. Média de 20 lugares cada. Total de vagas: 2.400 assentos. Poderia criar espaços de 12, 24 e 36 lugares em média. Mas seria interessante ter pelo menos 120 deles disponíveis. Ou seja, faltam 96 para serem construídos. Total possível se todos fossem comercializados: R$18 milhões/ano.

Naming Rights : Anual Sugerido: R$20 milhões/ano ou R$400 milhões em 20 anos.

Custo da Reforma: Uma reforma completa não sairia menos que R$200 milhões de reais. Só a cobertura completa do estádio teria o custo mínimo de R$30 a R$40 milhões de reais. Sem falar que necessitaria criar um prédio para vagas de estacionamentos. Este é um dos grandes problemas atuais  além da segurança. A falta de um shopping Center adjacente também criaria dificuldades para criar um ambiente bom de faturamento. Como informamos é necessário um estudo de viabilidade financeira. O ideal mesmo seria construir outro estádio. Neste caso um estádio de 30 mil lugares com Modelo Econômico de construção de R$7 mil por assento custaria cerca de R$210 milhões.

Faturamento com Eventos: R$15 milhões/ano. O clube precisaria realizar pelo menos 3 eventos de grande porte ano e vários de médio porte. Com vários estádios na cidade a concorrência será grande. A concorrência será grande com a nova Arena Pernambuco que terá saído na frente em organização de eventos, mas é perfeitamente possível.

Faturamento Anual Total Esperado (Camarotes+Naming Rights +Eventos): R$53 milhões/ano.

 


 

Considerações Finais

Considerando todas as informações analisadas e comparando-as com todos os clubes elas foram expostas na tabela abaixo:

Clube

Capacidade Sugerida
(Assentos)

Qtde
Camarotes
Sugerida

Total
Vagas

Camarotes

Custo do
Camarote
P/Pessoa
(R$)

Faturam.

Anual

Camarotes
(R$)

Naming Rights
Anual
Inicial Sugerido
(R$)

Faturamento
com Eventos

Possível
(R$)

Custo da
Construção
ou
Reforma
(R$)

Preço
por Assento
(R$)

Faturamento
Total /Ano
(Camarotes + Eventos + Naming Rights )
(R$)

Flamengo

50 mil

150

3.000

8,5 mil

25,5 M

25 M

20 M

410 M

8,2mil

70,5 M

Atlético-MG

45 mil

150

3.000

7,5 mil

22,5 M

20 M

20 M

324 M

7,2mil

62,5 M

Sport-PE

35 mil

250

3.500

6,5 mil

13 M

6 M

15 M

262 M

7,5mil

34 M

Fluminense

30 mil

120

2.400

8,5 mil

20,4 M

15 M

15 M

195 M

6,5mil

50,4 M

Ceará

25 mil

120

2.400

5,0 mil

12 M

6 M

15 M

162 M

6,5mil

33 M

Santos

25 mil

120

2.400

8,5 mil

20,4 M

15 M

15 M

162 M

6,5mil

50,4 M

Goiás

25 mil

120

2.400

5,5 mil

13,2 M

6 M

15 M

162 M

6,5mil

34,2 M

Figueirense

25 mil

120

2.400

9,5 mil

22,8 M

5 M

25 M

162 M

6,5mil

52,8 M

  Reformar ou Construir ?

Vasco

30 mil

120

2.400

7,5 mil

18M

20M

15 M

195-200M

6,5mil

53 M

FONTE: ARENAPLAN

http://www.arenaplan.com.br/site/index.php/relatorios-arenaplan/90-pesquisa-faturamento-das-novas-arenas

 

Pesquisa Sobre os Camarotes das Novas Arenas

Pesquisa Sobre os Camarotes das Novas Arenas

Arena Palestra será a campeã de receitas quando estiver pronta.Maracanã será o vice.

Ranking Estádio Camarotes Total Receita Anual
Mínima (1º  ou  2 º ano)
(Em R$ milhões)
1 Arena Palestra 153 109
2 Maracanã 110 92
3 Mineirão 98 70
4 Itaquerão 82 61,4
5 Arena Grêmio 120 60
6 Arena Fonte Nova 71 46
7 Arena Pernanbuco 102 42,5
8 Arena Castelão 52 36,5
9 Arena Beira Rio 70 34,4
10 Arena da Baixada 76 31

Esta pesquisa utilizou informações disponíveis pela imprensa, dados divulgados pelas operadoras dos estádios pela imprensa, pelos sites ou lojas virtuais e dados já levantados por pesquisas anteriores. Ela foi baseada na quantidade de camarotes disponíveis nestes estádios, caso fossem todos comercializados, nos contratos de exclusividade já fechados com clubes em seus estados, com o potencial de shows e eventos regionais. Com isso chegamos ao total das receitas para o 1º e 2º ano de vida destes estádios. Não entraram nos cálculos as famosas áreas Vips ou Sky boxes, presentes no estádio do Grêmio, Internacional, Palmeiras entre outros.

A estrutura dos camarotes de um estádio moderno de futebol, nos dias de hoje podem definir a diferença entre lucro e prejuízo neste ramo de negócios. E com uma gestão profissional, os camarotes podem representar até R$52 milhões anuais.

Nova Arena do Grêmio

A nova arena Grêmio conta com 120 camarotes com capacidade de 16 a 40 lugares ao custo médio de R$134 mil a R$373 mil anuais por unidade. O custo por pessoa no camarote do grêmio gira em torno R$8.375,00 a R$9.325,00 por ano, sendo o valor médio mais baixo que levantamos até agora. Isso inclui, além do conforto, a possibilidade de uso de  vagas reservadas. O estádio pode faturar, no mínimo, R$ 24 milhões por ano somente com camarotes. O estádio conta também com outras áreas privilegiadas, mas elas não entram em nossos cálculos.  Estimamos um mínimo de R$20 milhões anuais com a realização shows e eventos, se o clube fizer uma boa gestão nesta área. O clube diz ter recebido propostas de Naming Rights. Em uma análise pessimista, estimamos que o clube gaúcho poderá comercializar este patrocínio, no mínimo, de R$16 milhões por ano. Com tudo isso, estimamos uma receita mínima de R$60 milhões de faturamento anual nos dois primeiros anos após sua construção.

Minas Arena

O Mineirão possui 98 camarotes distribuídos entre  18 a 64 lugares cada. O custo por pessoa, a preços “promocionais” tem seu valor estipulado entre R$14.850,00 e R$15.475,00 por ano. O custo do camarote é 75% mais caro que a arena do Grêmio. Isso significa que a Minas Arena pode faturar, somente com camarotes, quase R$30 milhões anuais por clube grande que fechar contrato. Em uma visão pessimista, com eventos e shows, a gestora poderá arrecadar pelo menos R$30 milhões por ano sem depender de contratos com clubes. Como o Cruzeiro já fechou contrato de exclusividade com a empresa para mandar todos seus jogos por lá, ela pode projetar um faturamento anual de R$60 milhões por ano. É importante salientar que esta operadora não divide sua receita com camarotes. Esse foi o motivo que levou o Atlético-MG a não fechar contrato com a operadora ainda. O Atlético levou parte dos seus jogos para o estádio Independência. Na melhor das hipóteses, segundo o próprio clube, ele vai faturar R$10 milhões por ano com este serviço. Ou seja, mesmo usando um estádio que oferece mais benefícios para o clube, ele vai faturar apenas 1/5 do valor que o Palmeiras obterá com este serviço em seu novo estádio. Já o valor em Naming Righs, em uma hipótese pessimista, a empresa poderá vender este patrocínio ao custo mínimo de R$10 milhões por ano (seguindo dados da BDO/CRS), chegando a um faturamento de R$70 milhões anuais, sem contrato de exclusividade com Atlético-MG.

Arena Castelão

A Arena Castelão Operadora de Estádio está oferecendo 52 camarotes (1.232 lugares) aos seus clientes. Eles estão divididos entre 16 a 32 lugares. Fazendo uma projeção, usando a tabela de preços dos camarotes do Mineirão, podemos dizer a operadora poderá faturar pouco acima de R$18 milhões anuais com este serviço, com cada clube que fechar contrato de exclusividade. Pelo que levantamos isso ainda não aconteceu. Nossa projeção será feita como se houvesse ao menos um contrato exclusivo fechado. Com eventos e shows o estádio poderia estimar uma receita mínima de R$15 a R$20 milhões por ano.  Um estudo feito pela agência BDO/CRS mostra que o estádio pode faturar mais R$3,5 milhões anuais com Naming Rights. Supondo que o estádio consiga pelo menos um contrato anual com um clube grande de Fortaleza, chegamos a um total mínimo de receitas de R$36,5 milhões anuais.

 Arena Pernambuco

A Arena Pernambuco em Recife terá 102 camarotes (1.530 lugares) variando de 8 a 18 pessoas. Segundo nosso estudo, mantendo um valor de preços semelhante ao cobrado pelo Mineirão como referência, para cada clube que a arena conseguir fechar exclusividade, ela poderá faturar, pelo menos, R$23 milhões com cada clube que fechar contrato de exclusividade. Podemos projetar um faturamento semelhante à arena Castelão com shows e eventos. Estimamos assim um potencial mínimo de R$15 a R$20 milhões por ano com shows e eventos anualmente nos dois primeiros anos. Posteriormente, este valor será bem maior. Na modalidade Naming Rights, segundo o “Jornal do Commercio”, a operadora está negociando o patrocínio por R$4,5 milhões anuais, em um período de 20 anos no mínimo.  Com estas informações concluímos um total de receitas de R$42,5 milhões anuais.

Arena Fonte Nova

A arena Fonte Nova contará com 71 camarotes (1.000 assentos), média de 14 assentos por camarote. Usando a mesma projeção de valor proposto pela Minas Arena, chegamos ao máximo de R$15 milhões de faturamento anual por clube que fechar contrato de exclusividade com a operadora do estádio. Podemos estimar de R$25 a R$30 milhões por ano com a realização de shows e eventos. Segundo a empresa BDO/CRS/CRS o patrocínio Naming Rights chega a R$6 milhões por ano. O faturamento total anual mínimo estimado  fica em torno de  R$46 milhões de reais.

Novo Maracanã

O novo maracanã terá 110 camarotes para 22 pessoas em média, indicando uma receita de R$37 milhões por clube que fechar contrato de exclusividade. O potencial de faturamento com shows e eventos pode chegar, no mínimo, a uma receita de R$40 a R$45 milhões por ano.  Soma-se a isso o grande valor em Naming Rights chegando a R$15 milhões por ano, segundo uma pesquisa da agência BDO/CRS. Com isso podemos dizer, que se o Novo Maracanã fechar pelo menos um contrato de exclusividade com algum grande clube da cidade, a operadora que administrar o estádio faturará no mínimo R$92 milhões anuais, o que representa o segundo maior estádio em volume de receitas anuais no Brasil.

Itaquerão

O Itaquerão não vai surpreender tanto em matéria de faturamento. Segundo os dados que conseguimos levantar, usando dados publicados pela imprensa e divulgados pelos seus dirigentes, os preços dos camarotes deste estádio está acima do custo que a Arena do Grêmio pratica, porém eles são similares às arenas operadas pelos parceiros em outros estados. São 82 camarotes com capacidade para 12 pessoas em média. A expectativa divulgada pela imprensa é que o custo deles gire em torno de R$15 mil reais anuais por pessoa. Isso significa um faturamento máximo de R$14,7 milhões anuais somente com camarotes. Um faturamento até modesto pelo tamanho do estádio, porém em Naming Rights o Corinthians vai superar a maioria dos estádios. A Odebrech fechou um pré-contrato ao valor de R$335 milhões por um prazo de 20 anos. Isso significa um valor de R$16,7 milhões ao ano para o clube. O clube quer que isso alcance cerca de R$400 milhões, o que está dentro do que o mercado está cobrando para contratos deste porte. Estimamos um potencial em Naming Rights podendo chegar a quase R$30 milhões anuais. Se o clube atingir este patamar não será uma surpresa. Com a ótima gestão do seu departamento de marketing estimamos um potencial muito bom com eventos chegando ao mínimo de R$30 milhões anuais nos primeiros dois anos de vida. Com isso chegamos a um total mínimo de receitas estimado em torno de R$61,4 milhões.

Arena Palestra

O novo estádio do Palmeiras vai surpreender muita gente logo que ficar pronta. Isso porque todo o estádio foi concebido para trazer o máximo de receitas com o menor custo possível. A arena possui o melhor modelo de negócios do setor e é o estádio que lidera nosso ranking de futuros líderes em receitas. Acessamos diretamente o site da arena para levantar o volume de camarotes. Com 153 camarotes (2768 lugares) variando de 12 a 39 lugares, girando em torno de R$15 mil a R$24,7 mil por pessoa o estádio explora o alto poder aquisitivo da população de São Paulo. O custo médio por pessoa está em torno de R$19.235,00, o mais alto entre os analisados. Com isso, o estádio é o que apresenta maior potencial de arrecadação com camarotes, R$53 milhões por ano. Visitando o site de vendas dos camarotes da arena nota-se que a grande maioria já está reservada, provando seu imenso potencial. A própria AEG, gestora do estádio planeja iniciar com um volume de dezenas de shows e eventos. É possível dizer que seguindo nossos padrões, a arena vai igualar o potencial do Maracanã em arrecadação com eventos, cerca de R$40 a 45 milhões por ano, nos dois primeiros anos de vida do projeto.  Nossa estimativa é que o Naming Rights da arena alcancem um valor mínimo de R$16 milhões anuais, em uma análise pessimista. Com isso, o novo estádio do Palmeiras vai líder o ranking em faturamento dos estádios do Brasil. Nossa estimativa inicial é que eles faturem pelo menos R$109 milhões anuais.

Arena da Baixada

Tivemos dificuldade em fazer uma estimativa precisa por falta de informações sobre o valor dos camarotes e do novo projeto. Nossos cálculos incluíram a quantidade de camarotes que conseguimos levantar que são 76 camarotes de 9 a 16 pessoas, ao custo médio de R$10.800,00 por pessoa. Isso indica uma possibilidade de receita anual de R$11,5 milhões de reais. Prevemos um potencial mínimo de R$15 milhões anuais com eventos e shows. Segundo a agência BDO/CRS o potencial com patrocínio Naming Rights está em torno de R$4,5 milhões anuais. Com isso chegamos a uma receita anual mínima estimada em R$31 milhões de reais.

Arena Beira Rio

Também tivemos muita dificuldade em encontrar dados precisos do número de camarotes. Até no site do clube existe um erro ao informar 121 camarotes. Segundo levantamos o correto parece ser 70 camarotes. Como não conseguimos levantar a capacidade de cada unidade estimamos uma média de 16 pessoas em cada. Utilizando o preço médio por pessoa cobrado no estádio do Grêmio calculamos um custo médio por pessoa de R$8.850,00. Os Sky boxes não entram no cálculo por serem outra modalidade. Assim concluímos um faturamento anual de R$9,9 milhões com camarotes. Prevento o mesmo potencial com shows e eventos do estádio do Grêmio estimamos em R$20 milhões anuais nos dois primeiros anos. A agência BDO/CRS estimou em R$4,5 milhões anuais com Naming Rights. Usando estas informações estimamos uma receita anual de R$34,4 milhões. Entramos em contato com a empresa responsável pelo projeto de arquitetura do estádio para levantar a capacidade real de cada camarote. Quando recebermos a informação correta atualizaremos este relatório.

Conclusão

As novas arenas precisam apenas de um contrato de exclusividade com um clube grande em seu estado para obterem um alto volume de receitas. Aos clubes parceiros resta apenas faturar com a venda de ingressos e, em alguns casos, com parte da receita obtida com estacionamento. A tabela a seguir não inclui receita com locação de lojas, restaurantes, estacionamento, ingressos de jogos, lugares vip ou planos sócio-torcedor.

Fica evidenciado que em uma arena moderna, com um clube com grande volume de torcedores, ela vai faturar mais se tiver uma boa quantidade de camarotes à disposição do público. A Arena Palestra como citamos, foi projetada para trazer grande volume de receitas visando justamente o que tem trazido mais faturamento para os clubes europeus: os eventos. Pela sua excelente localização, acesso fácil ao metrô o estádio foi planejado para explorar ao máximo este tipo de negócio. Com isso estamos supondo que o Palmeiras vai trazer muitos shows, tirando inclusive alguns eventos do estádio do São Paulo ou Corinthians. Este volume de receitas é apenas uma prévia inicial. A estimativa é que o faturamento com eventos cresça absurdamente ao longo dos anos, com a profissionalização do setor.

Ranking Estádio Operadora Camarotes Receita Anual Estimada c/camarotes por clube(Em R$ milhões) Receita Anual c/
Naming Rights(Em R$ milhões)
ReceitaC/Eventos

(1º ano) *

(Em R$ milhões)

Receita
Anual
Mínima
Total (1º ano)
(Em R$ milhões)
1 Arena Palestra AEG 153 53 16 40 109
2 Maracanã A definir 110 37 15 40 92
3 Mineirão Minas Arena 98 30  10 30 70
4 Itaquerão 82 14,7 16,7 30 61,4
5 Arena Grêmio Arena Porto-Alegrense 120 24 16 20 60
6 Arena Fonte Nova Fonte Nova Negócios e Participações 71 15 6 25 46
7 Arena Pernambuco 102 23  4,5 15 42,5
8 Castelão Arena Castelão 52 18 3,5 15 36,5
9 Arena Beira Rio Andrade Gutierrez 70 9,9 4,5 20 34,4
10 Arena da Baixada AEG 76 11,5 4,5 15 31

 

Os clubes que hoje tem ou estão construindo suas arenas próprias podem, dependendo do projeto, do local e do tamanho da torcida, aumentar no mínimo entre R$50 a R$109 milhões seu faturamento anual neste ramo de negócios. O São Paulo já fatura hoje R$60 milhões anuais com o Morumbi anualmente, mas provavelmente perderá alguns eventos para o estádio do Palmeiras ou Corinthians que hoje tem acesso mais fácil ao metrô.

Na Europa, os camarotes são apenas um dos ingredientes desta receita de sucesso. Como comprovada através da matéria da Revista Exame, Os estádios europeus com maior receita (Out/2012), os vinte estádios europeus que mais faturam, os jogos de futebol, representam apenas 25% da receita operacional dos estádios.  Na Europa o Real Madrid já fatura mais de R$1,1 bilhão com seu estádio, segundo dados da UEFA. Isso significa que estes estádios da Europa estão faturamento quatro vezes mais com shows e eventos do que em jogos de futebol. E isso provavelmente vai se repetir aqui no Brasil. Por isso nossas estimativas foram feitas apenas para os dois primeiros anos de vida. A receita de sucesso tem que estar aliada, além da gestão de um clube com grande torcida, ao patrocínio Naming Rights, à tecnologias de fidelização de público e a uma gestão profissional de eventos para que a fórmula funcione perfeitamente.

Isso mostra que se outro grande clube quiser fazer parte do seleto grupo de gigantes do futebol em faturamento neste segmento de estádios, como Palmeiras, Grêmio, Corinthians e Internacional, por exemplo, estes deverão construir suas próprias arenas. É o caso do Flamengo, Fluminense, Atlético-MG, Bahia, Vitória e Sport de Recife, que possuem, segundo nossas estimativas, grande potencial para construção de arenas próprias. Caso contrário, ou terão que dividir suas receitas com as operadoras das arenas atuais, ou terão que buscar outras fontes de rendas para igualar os líderes apresentados aqui. Segundo esta o que levantamos, Cruzeiro e Náutico já fecharam seus contratos de exclusividade com os operadores em seus estados, por isso não os incluímos nesta lista.

Fonte: ARENAPLAN Março/2013 http://www.arenaplan.com.br/site/relatorios/rel_areplan_faturamarenas.pdf

Quadro geral das receitas de 2012

qua, 01/05/13

por Emerson Gonçalves |

Hoje é 1º de maio e ontem encerrou o prazo legal para publicação e postagem dos balanços nos sites dos clubes.  E os sites dos clubes são a minha fonte, o que explica algumas ausências. Para esquentar as turbinas ou tamborins ou simplesmente passar uma ideia geral de como estão os balanços de nossos  clubes, esse post mostra um quadro geral das receitas por eles auferidas. O ranking dos clubes se dá pela Receita Total, colocada na última coluna à direita.

Como de hábito faço há anos aqui no OCE, destaco as três principais receitas operacionais e seu total:

– Direitos de Transmissão – TV – que incluem, também celulares e internet;

– Marketing – MKT – que inclui, onde discriminado como parte do futebol, o licenciamento da marca e osroyalties por produtos oficiais vendidos;

– Bilheteria, Sócios-Torcedores e Estádio – Bilhet+ST+Est – novamente, onde há divisão e detalhamento para essas três receitas;

– Receita Operacional do Futebol – Receita Operac – a soma das três anteriores.

Na sequência vem a receita com a Transferência de Atletas, marcada como Direitos Federativos na tabela. Depois a soma das receitas de Outras Áreas, algumas até do futebol, somadas às receitas das áreas sociais e amadoras dos clubes.

O que é facilmente visível ao primeiro olhar é o valor e o peso dos Direitos de Transmissão, que cresceram muito em relação a 2011 e 2010, impulsionados pelos novos contratos e pelas luvas recebidas e contabilizadas.

De maneira geral, e isso ficará mais claro em outros posts, há um grande desequilíbrio em relação aos outros componentes do tripé das receitas operacionais do futebol: o marketing e, principalmente, a receita de jogos e sócios-torcedores. A rigor, e por enquanto, as únicas receitas de estádio que aparecem nos balanços e têm peso considerável, são as do Morumbi e Arena da Baixada.

O ideal a ser perseguido é um equilíbrio o mais homogêneo possivel entre as três grandes fontes de dinheiro, algo difícil até mesmo no futebol europeu, onde poucos clubes conseguem essa proeza de forma consistente, regular. Um ponto que compromete um pouco algumas análises é o fato do detalhamento dos balanços ser bem pobre, com poucas divisões de contas de receitas e despesas.

Os três maiores clubes em receitas são os mesmos dos últimos anos, com um relativo desgarramento do Corinthians. Nesse caso, é importante assinalar que o balanço foi bem engordado pelas luvas do novo contrato Nike. Se a transferência de Lucas para o PSG tivesse sido contabilizada em 2012, seria do São Paulo a pole position, com uma receita próxima ou já na casa dos 400 milhões de reais e dos 150 milhões de euros. A receita que vale, porém, é a operacional ou, em último caso, a receita tota do clube menos as transferências.

Dessa forma, a receita corintiana ficaria numa faixa de 120 milhões de euros e do São Paulo em 88 milhões de euros. Com isso, o Corinthians entra no Top 20 da temporada 2011/2012, em 18º lugar, e o São Paulo se aproxima, mas ainda não entra nos Top 30, cuja bandeirada foi de 95 milhões de euros na temporada 2011/2012.  Tomando por base a temporada em curso, porém, o mais provável é que o Corinthians fique fora dos Top 20 e o São Paulo mais distante dos Top 30.

Falaremos sobre tudo isso mais vezes nas próximas semanas.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/platb/olharcronicoesportivo/2013/05/01/quadro-geral-das-receitas-de-2012/comment-page-4/#comment-85503